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TRATOR
// Piloto Automático
D
as 50 milhões de sacas de café produzidas no Brasil, apenas um mi-
lhão é considerada de café fino. Os números demonstram a rigidez
dos critérios utilizados para julgar a qualidade de um produto tão va-
lorizado, que chega a ser vendido por R$ 600 a saca. Mas para chegar a um
valor de venda como esse e ao patamar de café fino no mercado, o processo é
longo, trabalhoso e precisa da ajuda da tecnologia para se tornar um sucesso no
final. Esse é o desafio nas 15 fazendas da Alto Cafezal, localizadas no cerrado
mineiro, e administradas pelo engenheiro agrônomo José Carlos Grossi. Com a
utilização inovadora de um trator Valtra com piloto automático System 150, ele
consegue produzir com maior rapidez um dos mais famosos cafés do mundo.
Na cidade de Patrocínio (MG) está concentrada a maior parte da produção
brasileira de café, 12% da área do local é ocupada pela cafeicultura, dividida
entre 700 produtores. Dentre estes, José Carlos Grossi está sem dúvida na lista
daqueles que mais se destacam na produção de café no cerrado mineiro. Com
2800 hectares de café plantados, o engenheiro agrônomo leva a cafeicultura
com seriedade e dedicação, atentando à genética da planta, ao manejo da lavou-
ra, à qualidade da colheita e do pós-colheita e, ainda, ao repreparo do solo de
forma adequada. Por ano colhe de 80 a 90 mil sacas e pretende chegar à marca
de 100 mil em 2013, sempre de olho em qualidade, mais do que em números.
“É como uma uva, tudo que é doce fermenta e se não cuidar estraga, com o café
é assim também”, explica Grossi, o único fornecedor há 21 anos consecutivos
da Illy – uma das mais tradicionais e famosas marcas de café do mundo.
Para obter o reconhecimento de café fino, Grossi conta com o importante
auxílio da Valtra através do piloto automático System 150. Ele utiliza de forma
inovadora – depois de ter visto a experiência em suas inúmeras viagens por
países produtores de café – a tecnologia no preparo do solo durante a sulcação
de terra. “Já usei a aplicação em 320 hectares e o resultado está sendo exce-
lente. Agora posso sulcar como e quando eu quero”, afirma Grossi, referindo-
-se à possibilidade de regulagem de distância entre as linhas do plantio e à
oportunidade de trabalhar até mesmo à noite, mesmo sem visibilidade. Antes,
a medição das linhas do plantio era feita por meio de estacas e réguas, o que
Café fino
no traçado exato
Bianca Bassani, de Patrocínio (MG)
O cerrado mineiro,
onde mais se produz
café no Brasil, inova
no preparo do
solo com piloto
automático
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